Tudo sobre agulhas e capsulas

February 25, 2017

Tudo sobre agulhas e capsulas

 

É a agulha que está em contato com o disco e seu atrito nos sulcos emitem informações para a cápsula que é a responsável em converter a energia mecânica (produzida pelo contato da agulha com o disco) em energia elétrica para ser amplificada pela aparelhagem de som e se converter em energia sonora que sai pelas caixas.


Cápsula:

 

A cápsula fonocaptora ou fonográfica e sua agulha, instalada na ponta do braço do toca-discos, tem a função de extrair as informações sonoras gravadas nos discos de vinil. Trata-se de um transdutor eletromecânico miniatura que converte a energia mecânica (produzida pela fricção da agulha percorrendo os microssulcos sinuosos impressos na superfície dos discos de vinil) em energia elétrica que depois é amplificada e finalmente convertida em energia sonora pelos alto-falantes (transdutor eletroacústico) das caixas acústicas. Os toca-discos mais simples possuem cápsulas de pouco desempenho, enquanto que os toca-discos de alta fidelidade possuem cápsulas com excelente desempenho e com resposta de frequência superior, fazendo uso de agulhas que melhor se ajustam aos sulcos do vinil, permitindo uma leitura mais precisa e resultando em reprodução sonora superior. Ou seja, a qualidade da informação que produz é fator determinante para que os outros aparelhos de som reproduzam da melhor forma possível o som gravado no LP.

 

Tipos de cápsulas

 

Cápsula Cerâmica Modelo mais simples de cápsula, onde a captação de cada canal é realizada por uma pequena lâmina piezoelétrica (cerâmica). Geralmente tem uma faixa de frequência de resposta mais limitada (100 Hz – 10 kHz). Oferece tensão de saída relativamente alta, entre 100 mV e 250 mV ou até mais.

 

Cápsula Magnética ou de Relutância Variável (Induced Magnet) O ímã e a bobina são fixos num suporte. As vibrações são transmitidas a uma pequena lâmina que, ao vibrar, corta as linhas do campo magnético do ímã variando a indução sobre a bobina, acarretando a circulação de uma corrente e o sinal de áudio. A tensão de saída dessas cápsulas geralmente fica entre 2,5mV e 7mV.

 

Cápsula Magnetodinâmica (Moving Magnet) Onde o ímã é móvel e a bobina é fixa. Os movimentos, a partir das vibrações captadas pela agulha ao percorrer o microssulco do disco de vinil, são transmitidas ao ímã, que movimentando-se, faz variar a indução de seu campo magnético sobre a bobina, criando uma corrente elétrica através desta e originando o sinal de áudio. Fornece tensão de saída similar às de Relutância Variável, ou seja, entre 2,5mV e 7mV.

 

Cápsula Dinâmica (Moving Coil) O ímã é fixo e a bobina é móvel. A bobina, movimentando-se dentro do campo magnético do ímã, provoca a circulação de uma corrente elétrica através da bobina, originando o sinal de áudio. Aqui a tensão de saída fica entre 0,4mV e 2mV. Há cápsulas do tipo MC chamadas de “high output” ou “high energy”, em que a tensão de saída é algo entre 1,5mV e 2,5mV, mas além de raras são relativamente pesadas já que esse acréscimo na tensão de saída é obtido através do aumento do tamanho das bobinas.

 

As três últimas cápsulas, magnéticas, reproduzem muito bem frequências entre 20Hz e 20.000Hz, e há as que chegam a reproduzir com qualidade as frequências entre 5Hz e 50.000Hz.

 

Agulha:

 

As agulhas dos toca-discos são feitas de um material bem duro, como a safira ou diamante e recebem um tratamento para que sua superfície fique extremamente lisa. No caso de discos estéreo, as laterais da agulha apoiam-se nas laterais do sulco. Quando a agulha fica gasta, ela adquire faces pontiagudas que destroem facilmente os sulcos do disco e precisam ser substituídas.

 

Além de lisa, a agulha é muito leve e pequena. Ela é montada no cantiléver, uma pequena e leve haste metálica presa a um suporte de borracha bem macia. Esse mecanismo permite que a agulha percorra a trilha do sulco sem danificá-lo.

 

Tipos de agulhas

 

Agulha Cônica ou esférica (Conical, Spherical) Agulha fonocaptora de secção transversal circular.

 

Agulha Elíptica ou Birradial de seção transversal semelhante a uma elipse, que emprega dois raios de circunferência diferentes.

 

Existem ainda vários outros tipos de agulhas especiais, feitas com o objetivo de enfatizar certas características de captação das paredes dos sulcos dos discos, como as agulhas Line-Contact, Stereohedron ou Shibata.

 

Agulhas para discos estéreo são mais finas do que agulhas para discos mono, não sendo portanto recomendadas para discos mono sob pena de desgaste prematuro da mesma.

 

Agulhas para discos mono, por sua vez, podem não trilhar corretamente discos estéreo, podendo inclusive danificá-los.

 

Aqui listamos as mais utilizadas e conhecidas:


01 – Numark Groove Tool


Kit conhecido por seu baixo custo do mercado e que tem um áudio aceitável. Para quem tem vontade de trocar suas agulhas e quer investir pouco, esta pode ser uma rápida solução, não é a melhor obviamente, mas muita gente utiliza e fala bem.

 

02 – Shure M44G Club


Esta já é famosa por djs e audiofilos que gostam de um grave mais robusto, com um som limpo e profundo, ideal pra quem gosta de explorar um som mais “gordo” com baixos da soul music, rap e afins. Também utilizada e recomendado por djs.

 

03 – Ortofon Concorde Pro S ou Night Club


Esta já é um clássico, mesmo no modelo mais barato (PRO S) ou no modelo NIGHT CLUB são agulhas que você verá em um toca disco de 9 a cada 10 djs que tocam com vinil. Tem um som clássico do vinil e ficou famosa por evitar “rumbles” (roncos, reverberações) quando expostas a grandes volumes de som de casas noturnas, além de uma ótima qualidade e durabilidade no uso contínuo.

 

04 – Shure M447 Scratch


Se o seu negócio é fazer scratch, este pode ser o seu kit ideal para sua performance junto com uma boa qualidade sonora, djs famosos do rap preferem este modelo da shure por sua durabilidade e precisão, boa resposta na regulagem e raramente tem problemas com “skating” (quando o dj faz scratch e a agulha fica pulando adiante a música ou para o momento anterior)

 

05 – Ortofon OM Pro S


Este modelo segue o mesmo padrão de qualidade no modelo “concorde” citado anteriormente, mas com a opção de ser “engatado” no shell do seu toca disco, assim não havendo a necessidade de comprar um kit todo, e este é mais em conta que o modelo completo.


Todos os modelos citados acima são compatíveis para toca-discos que tenham a opção de “desrosquear” o sheel onde a capsula magnética prende a agulha. 


Obviamente é possível que existam muitos modelos do mercado, esta publicação tem apenas o objetivo de mostrar para quem ainda está em dúvida, opções mais comuns que foram aprovadas pela maioria. Mas neste mercado existem milhares de opções, mas nem todas podem ser satisfatórias, então sempre é bom acompanhar nossas dicas para obter um equipamento mais confiável e evitar dores de cabeça no futuro.

 

Outra questão a ser levantada é que existem modelos de marcas famosas que muitas pessoas acham que servirá para aquele que quer escutar seus vinis. Tomem cuidado com a fama e procurem saber sobre a serventia da agulha! Há modelos específicos para serem usados em discos para discotecagem por DJs, portanto, não servirão a contendo e poderão danificar seu disco, já que estes modelos são específicos para o tipo de atrito que os DJs elaboram durante suas apresentações!

 

A vida útil teórica de uma agulha de safira é de 100 horas, e de diamante de 1000 horas. Quando se diz teórica, é porque é calculada escutando discos perfeitos, em toca-discos alinhados, nivelados, dentro das especificações de peso e anti-skating, e sem derrubar a agulha no disco ou no tapete de borracha do toca-discos. Esses fatores todos diminuem a durabilidade da agulha.


Limpeza

 

A Shure recomenda uma mistura de 1:1 de álcool etílico com água destilada, aplicada com um pincel macio. O Van der Hull recomenda álcool com um pincel macio, não especificando o tipo de álcool. Vários outros fabricantees recomendam os seus próprios produtos, por exemplo, Stanton, Audio-Tecnica, Lyra, etc...

 

A Ortofon não recomenda o uso de solventes como o álcool. A maioria recomenda a limpeza a seco antes e depois tocar um disco, recomendando o uso de fluidos apenas quando a sujeira não puder ser removida. 

 

Acho que essas diferentes recomendações dos fabricantes devem ser levadas em conta para cada caso, pois elas podem estar relacionadas com os diferentes tipos de materiais usados nas agulhas, incluindo forma de fixação da ponta de diamante, material da suspensão do cantiliver e por ai vai.

 

 

 

Fontes para elaboração: Wikipedia, Gira Brazil, Universo do Vinil e Vida Em Vinil

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