As antigas gravadoras no Brasil

As antigas gravadoras no Brasil​

Continental

A empresa possuía cinco selos: Selo Continental, Chantecler, Phonodisc, Musicolor e Gravasom, este último de Belém do Pará.

Seu escritório ficava na cidade de São Paulo, na Avenida do Estado. A fábrica se localizava na cidade do Rio de Janeiro, na Rua Aguiar Moreira e o elenco da gravadora era, naquela época, um dos maiores do Brasil, assim como o da Discos Copacabana.

A Gravações Elétricas S.A. possuía cerca de 9% do Mercado fonográfico Brasileiro. Nos anos 90, foi comprada pela Warner Music Brasil. Os selos Gravasom, Musicolor e Phonodisc foram separados dos outros dois e passaram a compor a Atração Fonográfica.

O selo Chantecler foi absorvido pelo Selo Continental, tornando-se a Warner Music Brasil - Divisão Continental East West, devido ao fato de a Warner Music brasileira deter a filial da Gravadora WEA Discos (fundada em 1976/78 por André Midani, ex-diretor artístico da Phonogram/ Philips, que a partir de 1977/ 1978 passou a se chamar Polygram do Brasil/ Philips até 1984, quando passou a se chamar apenas de Polygram/ Philips até 1999. Em 1999 a Polygram mudou de nome para Universal Music Group) e de parte da Continental pertencer à gravadora americana East West Records.

Praticamente todo artista do selo na época vendia, no mínimo, 100.000 cópias.

Copacabana

Fundada pela família Vitale em 1948, no Rio de Janeiro, a gravadora transferiu-se para São Bernardo do Campo (SP), na década seguinte, instalando-se no bairro Taboão. Na década de 1970, a empresa é passada para os sócios Adiel Macedo de Carvalho, Gunter Csasznik e Rosvaldo Cury, que administraram a gravadora até o inicio dos anos 1980, logo depois Adiel Macedo de Carvalho assumiu o comando da gravadora sozinho até o inicio dos anos 90 com a razão social Som Indústria e Comércio S.A.

Sua logomarca era uma borboleta azul estilizada e em seu ápice (nos anos 70 e 80), chegou a ter mais de 1.000 funcionários, tendo como diretor presidente Adiel Macedo de Carvalho.

Nos anos 1990, alguns artistas foram repassados a outras gravadoras e seu catálogo foi vendido. Seu acervo de gravações foi posteriormente transferido para a EMI Music. As atividades do selo brasileiro foram encerradas devido à grande concorrência com as gravadoras estrangeiras (Warner Music, Sony Music, BMG, EMI e Universal Music Group) e ao aumento da pirataria de discos e fitas cassete pelo mundo.

Curiosamente, em uma entrevista ao Diário Popular em 1979, Adiel Macedo de Carvalho previa que em toda a esfera musical haveria uma drástica mudança, com o advento dos computadores.

Em 2011, a Microservice adquiriu o direito de reeditar álbuns de seus arquivos[4].

Possuía os seguintes selos: Discos Copacabana, Discos Caravele, Discos Beverly, Tapecar Gravações, Som Records e Beverly Som.

Philips

Fundada na Holnda, a Philips iniciou suas atividades discográficas no Brasil ao adquirir a Companhia Brasileira de Discos - CBD, em 1958 (empresa com 13 anos de existência). A CBD era de 1945, época em que foi fundada a Sociedade Interamericana de Representações, Sinter, responsável pelo lançamento do primeiro long-play fabricado no Brasil. Em 1955, a Sinter passou a se chamar CBD. No ano seguinte, iniciou a fabricação de discos de 12 polegadas e, em 1957, foi a pioneira no Brasil com o disco estereofônico.

Os primeiros discos com selo Philips começam a aparecer em 1972. Na década de sessenta, a gravadora havia comprado o selo Elenco. Posteriomente tornou-se Polygram e reuniu artistas como Tom Jobim, Cazuza, Sílvio Brito, Raul Seixas, Nara Leão, e Caetano Veloso.

Vitória Régia Discos

Vitória Régia Discos (de 1975 até 1982 conhecida como Seroma é uma gravadora independente fundada em 1975 pelo cantor e compositor Tim Maia que quando Roberto Carlos gravou sua música "Não Vou Ficar", em 1969, que o compositor percebeu como funcionava a indústria cultural musical: as editoras musicais faziam o papel de intermediário entre o compositor e o órgão arrecadador de direitos autorais, ficando com uma comissão que podia passar de trinta por cento. Naquele momento, Tim decidiu que, quando gravasse seu disco editaria todas as músicas por sua própria editora, que viria a se chamar Seroma, sigla extraída das iniciais do seu nome: Sebastião Rodrigues Maia

Com histórico de problemas nas gravadoras, em 1975, convertido à seita Cultura Racional, gravou e lançou os dois volumes "Tim Maia Racional", o primeiro no mesmo ano e o segundo no ano seguinte, pela Seroma. Em 1976, lançou também o álbum Tim Maia em Inglês e, anos mais tarde, em 1982, lançou o LP Nuvens. Nos anos 90, lançaria Tim Maia Interpreta Clássicos da Bossa Nova, Voltou Clarear, Nova Era Glacial, Tim Maia & Os Cariocas: Amigos do Rei, Pro meu Grande Amor, What a Wonderful World, Só Você (Para Ouvir e Dançar), Sorriso de Criança e Tim Maia ao Vivo II, todos pela Vitória Régia Discos.

Elenco Records

A Elenco foi uma Gravadora Brasileira fundada em 1963 por Aloysio de Oliveira. De 1963 a 1966, o selo lançou mais de 60 Long-Plays e Cassetes de nomes importantes da Música Popular Brasileira como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Baden Powell, Sergio Mendes, João Donato, Dick Farney e Sylvia Telles, além das estreias de Edu Lobo e Nara Leão. A gravadora também investiu em veteranos, produzindo Dorival Caymmi, Maysa, Sylvia Telles e Lúcio Alves.

Quando Aloysio de Oliveira resolveu criar a gravadora Elenco, em 1963, ele já tinha uma experiência de 30 anos na música popular brasileira, como integrante do conjunto vocal Bando da Lua - com o qual viajou, em 1939, para os Estados Unidos, acompanhando Carmen Miranda.

Com a morte prematura de Carmen, ele voltou em 1956 ao Brasil para assumir a direção artística da gravadora Odeon, onde permaneceu até 1961. Sob seu comando em 1959, a Odeon produziu o disco fundamental da bossa nova, Chega de Saudade. Transferiu-se em seguida para a Philips Records, onde trabalhou por oito meses produzindo grandes álbuns com Maysa, Agostinho dos Santos e outros.

A Elenco foi uma resposta que o produtor pretendeu dar à Odeon, quando a gravadora dispensou alguns artistas muito ligados a ele, como Sylvia Telles e Sérgio Ricardo.

A gravadora Elenco ficou conhecida por criar uma nova linguagem para as capas dos LPs, um novo conceito que revolucionaria o mercado de discos nos anos 60. Aloísio de Oliveira trabalhou como free-lancer nos Estúdios Disney nos anos 40 e foi pensando no valor que os norte-americanos davam à imagem e, sobretudo, ao marketing, que fez da Elenco uma gravadora à frente de sua época.

Outra das sacadas de marketing de Aloysio era a promoção de encontros entre artistas que estrelariam os álbuns. Na mesma linha de Vinicius e Odete Lara, o produtor bolou encontros musicais entre Roberto Menescal, Sylvia Telles e Lúcio Alves, Edu Lobo e Tamba Trio, Baden Powell e Jimmy Pratt, entre outros.

A gravadora foi vendida em 1968 para a Polygram do Brasil. Controlada por uma multinacional e já sem o comando de Oliveira, a Elenco foi fechada, definitivamente, em 1984.

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